sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Contos da Madrugada

Mais uma noite inquieta me leva até você.

O doce cheiro da sua pele surge, fazendo com que eu me sinta vazia e carente, ao saber que o dono daquele aroma hipnotizante está muito distante de mim.

Caminho pelo corredor escuro, fechando meus olhos e me lembrando do toque suave dos seus lábios nos meus, e me arrepio como se estivesse de fato sentindo seu toque. "Como pode a mente humana incitar os sentidos dessa maneira tão desleal?", pergunto eu em meio à escuridão que me engole por inteira, e só tenho como resposta o silêncio.

Pensar que o meu anjo provocador existe e está ao meu alcance me faz acelerar o passo, fazendo com que eu corra cada vez mais até o fim do labirinto onde me encontro. 

Começo a ouvir sua voz num local distante, e isso me deixa nervosa. Mas não deixo de correr, aumentando a minha ansiedade e meu desespero. Se sua voz não estivesse tão suave, aposto que estaria em prantos... Ninguém além de eu mesma notaria as lágrimas se formando e escapando por meus olhos trêmulos.
Tento gritar seu nome, mas a voz não sai da minha garganta. Um grito abafado e silencioso é o máximo que eu ouço. Meu desespero cresce vertiginosamente ao saber que você não me ouve...

"Será que você vai conseguir me ver?"

Uma luz fraca surge e eu sinto que estou chegando ao fim do meu sofrimento, e meu coração parece estar mais calmo ao saber que eu terei o seu abraço como abrigo ao final de tudo. Percebo que o piso fica bastante irregular e acidentado quando começo a tropeçar a cada passo que dou. Torço o pé, mas não desisto de tentar andar. Sei que essa dor será recompensada.

Chego a um quarto mal iluminado, onde te encontro sentado, com o olhar gentil e amoroso. Minhas pernas já não conseguem suportar o peso do meu corpo e acabo caindo. Você vem ao meu encontro e me socorre, enquanto enxuga as lágrimas que caem desesperadamente pelo meu rosto sujo. Sinto minhas forças me abandonando...

...

A última lembrança que tenho é de ouvir você chamando meu nome, com a voz trêmula, depois de beijar meus lábios sem vida. 

E eu posso dizer que morri feliz, pois você estava comigo.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Il Mio Ritorno

Mais uma noite estou escrevendo uma emaranhado de palavras que, jogadas ao vento sem nenhuma ordem, não apresentam significado algum. Mas como uma pessoa inspirada que sou, colo ordem nesse caos - se é que podemos chamá-lo desse modo.
Olhando uma foto enquanto escrevo, me ponho a pensar no que passei durante esses tempos que passei sem escrever nesse solitário blog, onde eu deposito alguns dos meus devaneios mais "siniiiiistros".

Certamente, olho a foto que postei aqui, admirando a beleza do casal que lhes apresento! SÌ! SONO IO E IL MIO RAGAZZO! Lui si chiama Juliano ed è la cosa più perfetta che mi sono successa nella mia vitta! Faz seis meses que me encontro no mais absoluto estado de felicidade plena.

Quem diria que um amor "de carnaval" fosse dar tão certo! Sim, eu coloco essa enxurrada de exclamações pois não imaginava mesmo encontrar alguém me fizesse sentir essa leveza na alma, essa sensação gostosa que acompanha a saudade, aquela ansiedade e impulsividade de adolescente... Enfim, eu não imaginei que poderia AMAR novamente. Mas eu, mais uma vez, me engano. E COMO EU FICO FELIZ EM ME ENGANAR NESSE CASO!

Há seis meses eu me sinto ligada à ele de uma forma tão bonita e infantil até. É como se ele fosse o meu namoradinho da creche, onde não há nenhuma falsidade ou problemas que possam nos atrapalhar. É como se fôssemos a metade do outro. Estranho tentar descrever isso, mas quem conheceu esse tipo de sentimento pode compreender o que eu tenho tentado falar aqui.

O mais engraçado é que quanto mais relaxados somos um com o outro, mais juntos estamos. É lindinho ver o quanto somos parecidos - ATÉ NAS PIADINHAS, MEOOO!!!!! É fofo saber que ele me faz sorrir até nas mais singelas e pequenas coisas. Sim! Eu estou muito viada com esse relacionamento! E pareço uma menina de 15 anos, que era considerada a invisível da escola e acaba conquistando o garoto mais POP do colégio (muito clichê de filme que passa na Sessão da Tarde, né? Eu sei...). Mas não tô nem aí! O que mais me importa é saber que eu estou muito feliz e, o MAIS IMPORTANTE... Que ele também se sente assim. É inacreditável ver que não deixamos de sorrir nenhum minuto sequer enquanto estamos juntos. É muito fofinho isso! Nem adianta dizer o contrário!

Eu não tenho que reclamar de nada que tenha me acontecido nesses dias. Bom, tem aqueles probleminhas que sempre aparecem, como os causos do Italiano, que não é uma habilitação facile, mas meu grupo e eu nos unimos em nome dell'amore! meus probleminhas de saúde também tem me perturbado com um pouco mais de frequência, mas não tem sido algo que possa fugir do meu controle tão cedo.

E lá vai mais um texto poético pro ralo! Hahahahaha

...

Sabe que comigo o negócio é assim, né? Um texto está lindo na minha cabeça, mas quando eu o executo, nada sai como planejado. Mas é assim que as coisas verdadeiras aparecem, encantando todos que tem algum contato com ele! 

E aqui deixo mais um texto, cheio de sentimentos. E me despeço.

Baci a tutti!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Un sogno inquietante

Pensar no passado, refletir todos os fatos que ocorreram é algo que pode ser tão tranquilizador quanto perturbador.

Agir assim conscientemente é simples, já que é esperado que uma sequência de pensamentos encaminhem uma ideia à outra. Mas fazer isso durante um sonho (tudo bem, ele também segue uma certa lógica. mas parece não seguir, às vezes), onde tudo ocorre de uma forma tão natural e sua lógica não tem comando sobre nada torna tudo mais "siniiistro".

Noite passada, após ler um post meio revelador de um dos meus contatos no facebook fui dormir com algumas coisas na cabeça, que me levaram a ter um sonho um tanto estranho.

Descrever o sonho aqui seria esquisito, mas pensar que uma pessoa pode simplesmente se tornar o pior ser da terra e te fazer um grande mal é algo que te assusta. Inclusive, só o fato de eu pensar que essa pessoa pode imaginar algum mal para mim já é estranho.

Acordei aflita, com dores no peito e lágrimas nos olhos, sinal de que esse sonho realmente mexeu comigo. Andava tendo sonhos tão bons, com um futuro feliz, onde eu não pensava em me preocupar com ninguém ao meu redor (pelo menos não me preocuparia com ninguém tentando fazer da minha vida um inferno, né?). Afinal, ando tão esperançosa com o que tem acontecido na minha vida, que eu não tenho nenhum motivo pra ter pesadelos.

Esse sonho pode ser muito bem um reflexo dos episódios que vivi durante as minhas férias da faculdade, que não foram nada bons, mas já se resolveram (acho). Podem ser uma manifestação de algum medo inconsciente que eu esteja sentindo. Ou pode ser apenas um pesadelo, pois Freud já dizia que "Um charuto pode ser apenas um charuto, meu filho ... ".

Bom, espero que esse pesadelo seja apenas algo sem razão, uma sequência de cenas sem nexo que não contenha significado algum, pois eu quero continuar a sonhar com flores e dias ensolarados. NÃO COM A MINHA QUASE MORTE, como passei a sonhar durante todos os dias em que estive vivendo meus dias de trevas.

Quero deixar o sol me iluminar, e assim me afastar das trevas.


Baci!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Blergh!

Sentir que as coisas estão mudando é algo que tem me motivado.
Saber que eu tomei coragem para tomar grandes decisões na minha vida tem me deixado bem orgulhosa de mim mesma.

Quando eu entrei aqui hoje, eu tinha uma crônica completamente formada na minha cabeça. Mas ao começar a apertar as teclas, eu percebi que não é o momento de divulgar textos altamente planejados, com palavras rebuscadas, repletas de sentimentos que não podem ser demonstrados.

Mas ao começar a escrever é sempre uma aventura nova pra mim. Sempre que eu escrevo, nunca penso em atingir um público-alvo, ou alguém em especial que não seja eu mesma. Afinal, quem mais além de moi lê esse blog cheio de meninices e "viadagens", né?

Sempre penso que esse canal de desabafo é nada mais que uma tentativa frustrada de uma menina manter um diário, que não se parece tanto com um diário assim... auhsiaushauhsua

Minha nossa... Gostaria tanto de ter liberdade e recursos para poder escrever tudo que eu gostaria, mas sinto que esse não é o melhor momento de falar nada disso, nem de tentar usar recursos literários para atingir tal objetivo.

Gente... Vou indo!!! aushaiushiua


Baci a Tutti! ♥

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

L'addio

Mais uma vez, após um hiato considerável (novidade, não?) estou aqui tentando relatar coisas que aconteceram de forma avassaladora e posso dizer que foram normais.

Mais uma vez, estou aqui para relatar um momento de solidão. O adeus entregue nas mãos de alguém que não merecia mais que a felicidade plena e sem limites.

É normal esse tipo de vazio aparecer em seu peito mesmo quando essa foi a decisão mais sábia a ser feita, pelo bem dos dois? Será que esse vazio foi o que o meu "primeiro grande amor" sentiu ao me desligar da sua vida? Será que essa dor que eu estou sentindo é só minha, ou tem muito daquela dor que eu senti há mais ou menos 01 ano...?

O mais triste é fazer alguém sentir essa tristeza que faz com que tudo no mundo perca a cor, que tudo perca o sentido, que faz você se odiar... 

Jamais pensei que fosse ser causadora desse tipo de sentimento à alguém. Isso é algo que nunca pensamos, algo que quando acontece, nos pega desprevenido. Cara... Como isso dói.

Terminar um namoro, uma amizade de longa data, brigar com um ente querido sempre causa alguma ferida dentro de você. E isso sempre demora um tempo pra cicatrizar, se é que cicatriza de fato... Mas pq é tão difícil deixar essa dor passar? Às vezes eu tenho a impressão que eu gosto de sentir esse sofrimento, pois é a única coisa que me resta do que passou... Porém não é saudável viver se alimentando de tristeza, dor, ódio e outras coisas más que tenham lhe ocorrido no passado.

Será que somos mesmo capazes de colher somente felicidade, quando esta nos for proporcionada? 

Bom, aqui me despeço.

Baci a tutti. ♥

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

I'm Back!

Hey!

Cá estou mais uma vez, depois de um hiato de meses, voltando a escrever nesse mausoléu de lamentações e mimimis. Ser adulta não é fácio, sabia?

Mais uma vez, um semestre se passou... Novas amizades surgiram, novas prioridades, novas metas... É sempre bom sentir o gosto do desconhecido.

Assumo que muita coisa aconteceu desde meus últimos posts, mas ainda é cedo pra falar deles com maiores detalhes. Ai ai ai ai...

É tanta coisa, mas não tem como escrever sem parecer uma bobona.

Pra colocar alegria e fofura ao meu post, lá vai uma das coisas mais lindas do mundo!!!




*u*

Baci!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Drummond. Oh, Drummond...







Sim, estou exaltando uma renovação na minha fé em conseguir mergulhar na poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Ele, o gauche e sua vida besta me enfeitiçaram (de novo...)

Por isso, venho aqui postar um dos seus inúmeros poemas. Esse é o primeiro poema do livro Alguma Poesia, que foi publicado em 1930.





POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é serio, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.



Então... É isso!

Até mais. :)


Narcisismo



Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.
A palavra é derivada da Mitologia GregaNarciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.
Freud acreditava que algum nível de narcisismo constitui uma parte de todos desde o nascimento [1].
Andrew Morrison afirma que, em adultos, um nível razoável de narcisismo saudável permite que um indivíduo equilibre a percepção de suas necessidades em relação às de outem [2].
Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, é reconhecido como um estado patológico e recebe o nome de Transtorno de personalidade narcisista. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso.
Em psicanálise o narcisismo representa um modo particular de relação com a sexualidade, sendo um conceito crucial para a formação da teoria psicanalítica tal qual conhecemos hoje. Em 1914 Freud lançou o livro Sobre a Introdução do Conceito de Narcisismo, neste livro Freud subdivide o narcisismo em duas fases:
  • Narcisismo primário- é a fase auto-erótica, o primeiro modo de satisfação da libido, onde as pulsões buscam satisfação no próprio corpo. Nesse período ainda não existe uma unidade do ego, nem uma diferenciação real do mundo.
  • Narcisismo secundário - ocorre em dois momentos: o investimento objetal e o retorno desse investimento para o ego. Quando o bebê já consegue diferenciar seu próprio corpo do mundo externo ele identifica quais as suas necessidades e quem pode satisfazê-las, então concentra em um objeto suas pulsões parciais, geralmente na mãe.
O narcisismo não é apenas uma condição patológica, mas também um protetor do psiquísmo. Um narcisismo “que promove a constituição de uma imagem de si unificada, perfeita, cumprida e inteira”. (Houser, 2006, pág. 33). Ultrapassa o auto-erotismo para fornecer a integração de uma figura positiva e diferenciada do outro[3]
Exprimir uma certa forma de narcisismo não tem nada de grave num adolescente. Trata-se na maior parte das vezes de uma etapa no desenvolvimento da personalidade antes de enfrentar as responsabilidades da vida adulta. No entanto, se o comportamento narcisístico não desaparece, e pelo contrário se exaspera, é melhor recorrer a um psicólogo.
Os termos "narcisismo" e "narcisista" são freqüentemente utilizados como pejorativos, denotando vaidade ou egoísmo. Quando aplicado a um grupo social, o conceito tem relação com o conceito de elitismo.

Fonte: Wikipédia

Abaixo, fotos da moça aqui...

                                                                          








É isso...

Baci.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passadinha :)


Oie...
Sei que estou passando aqui depois de um hiato de alguns não sei quantos meses... :)

Bom, vamos falar de coisa boa, né?

Então... 
Essa lindinha aí sou eu! Deveria ter postado alguma foto antes do meu cabelo ter voltado a crescer. 

SIIIIM! Cortei cabelo, mudei minha armação (e o grau da lente), arrumei uma paixão louca por literatura e vanguardas... Fora o meu italiano que foi avaliado recentemente.

Ai ai... Escrever isso me deixa aliviadinha, porque "Il mio italiano non è male, ma può migliorare notevolmente."

Sentir falta daquilo que o mais amava, ou amo, faz parte da vida. Minhas cicatrizes estão abertas, mas venho tratando delas com o auxílio dos meus amigos... Aqueles que "ele" disse que seriam o meu ponto de apoio e refúgio.

Mas assim mesmo, na solidão do meu quarto, acompanhada do meu único companheiro (o travesseiro), eu ainda sinto o peso da solidão. Já se passaram quatro meses (sim, eu contei os dias, e percebi isso ONTEM), e eu ainda vejo que meu corpo e minha alma ainda sentem, mesmo que por poucos segundos, a falta daquele magricelo que fez meus dias mais agradáveis, meu sol mais brilhante, entre outras metáforas bonitinhas e gays...

AHH!

Agora que eu desabafei um pouco, vou me despedir no mais belo idioma do mundo! Il Mio Italiano

Arrivederci a tutti! 

Baci

sexta-feira, 6 de abril de 2012

So close, and still so far



Bom,

Enquanto assistia Enchanted (Disney, 2007), eu ouvi uma música que me deixou extremamente pensativa.
Ao ouvir So Close (http://youtu.be/ovFI_UWxvXg) eu me senti tão ligada àquela letra e àquela melodia... Foi como se ela abrisse meus olhos para algo que eu tenho demorado a enxergar, ou evidenciar!


Como eu faço quando começo a chorar ouvindo essa música? Paro de pensar no quão bom pode ser um futuro que tenho idealizado?

Sei que minhas palavras, mesmo por aqui ainda lhe apresentam alguma força. Meu jogo de palavras faz com que eu lhe arranque sorrisos e outras expressões que me fazem sentir um êxtase absoluto. É como se eu não pudesse mais viver sem isso. Como se, de alguma forma, eu não conseguisse mais respirar sem lembrar desse sorriso torto que fez meu coração se derreter, minhas pernas ficarem bambas, meu coração acelerado e minha barriga cheia de borboletas!

Ah, chega de meninices por meio de palavras extremamente verdadeiras e açucaradas.

"How could I face the faceless days
If I should lose you now?
We're so close
To reaching that famous happy end
Almost believing this was not pretend
Let's go on dreaming for we know we are
So close
So close
And still so far"

(Jon McLaughlin - So Close)

domingo, 11 de março de 2012

Ah, a ideia de voltar a escrever... A vontade de registrar coisas que não podem ser espalhadas ao vento... A louca vontade de cometer minhas loucuras e saborear novamente o sabor do desconhecido... A necessidade de sentir aquilo que me deixava mergulhada no mais puro êxtase, que me fazia ficar ofegante, com a boca seca e o coração pulsante..

Saudades daquele tempo que eu era a melhor coisa que poderia ter acontecido na sua vida, daquele tempo que eu passava meus dias pensando nas nossas conversas, no seu rosto, na sua voz, nos seus olhares que deixam qualquer pessoa encantada.

Como lamento... Ah, como lamento!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma manhã nublada. Acaba de cair a chuva, enquanto estamos deitados...

Seu abraço ainda me aquece, me fazendo sentir completa. O som da sua respiração me faz sentir arrepios prazerosos.

"Bom dia, lindona", ouço você dizer com aquela voz mole... Ah, que abracinho gostoso...

Me viro e olho nos seus olhos, "bom dia, gatão". Se eu pudesse congelar aquela imagem... Aqueles olhos brilhantes, aquela voz, aquele jeito que os seus cabelos ficavam quando você dormia com eles soltos, aquela ocasião perfeita, o brilho da sua pele, seu cheiro, seu gosto...

Enfim, acordo e tenho que passar o dia pensando no que passou. E me odiando por ter adorado te ter em meus braços, mesmo que num sonho.

"Sem mais".

Divagação

Enquanto eu olhava a minha conta aqui no Google, percebi que ainda estava com essa foto em que eu tenho um nariz de palhaço, e algumas outras firulas.

O mais cômico é que, normalmente, eu tenho um pavor ABSURDO de palhaços! Imaginem o meu total pânico quando encontro um palhaço na minha frente... É horrível.

Mas o que me deixou pensando sobre foi justamente o fato de eu mesma ter colocado um nariz de palhaço em uma foto minha, sendo que esse pavor me atormenta desde sempre. Não me sinto mal quando olho pra foto, mas ao olhar um palhaço maquiado, caracterizado e atuando, eu me sinto completamente apavorada!

Estou aqui refletindo sobre a questão do medo, e como ele se manifesta nas pessoas. É algo tão complexo e ao mesmo tempo, dependendo da ocasião, simples de ser observado.
Pode ser originado por vários motivos. No meu caso, foi uma experiência traumatizante que me fez ter tal fobia. Mas isso não vem ao caso.

Como algo tão simples pode ter consequências tão grandes? O medo é algo que sempre me fez pensar.

Medo da morte, da vida, dos outros, de si mesmo, de altura, do oceano, da chuva, de aves, do fogo... São tantos os medos... E suas causas nem sempre são descobertas...


Mas chega de falar...

Beijotchau.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012












 Mais uma vez, estou aqui postando um poema que me faz refletir em algumas coisas... 
 Mais um vez, lhes apresento um poema do Alberto Caeiro.

Bom, como eu não tenho muito otimismo presente em minha alma mutilada, não esperem algum texto cool e "pra cima" tão cedo, a não ser que um milagre aconteça!





   O Mistério das Cousas
 
 
   O mistério das cousas, onde está ele? 
   Onde está ele que não aparece 
   Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? 
   Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? 
   E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? 
   Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, 
   Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
   Porque o único sentido oculto das cousas  
   É elas não terem sentido oculto nenhum,  
   É mais estranho do que todas as estranhezas  
   E do que os sonhos de todos os poetas 
   E os pensamentos de todos os filósofos, 
   Que as cousas sejam realmente o que parecem ser  
   E não haja nada que compreender.

   Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: — 
   As cousas não têm significação: têm existência. 
   As cousas são o único sentido oculto das cousas.





Bom, é isso. 
Tempo, tempo, doce tempo...

Cada um lida com ele de acordo com sua vontade, mas é ele quem dita o modo que você deve seguir em frente, ou não.
Ele lhe apresenta pessoas, lhe mostra fases, momentos.. Mas também tem o poder de tirar tudo de você.
Mais uma vez nos colocamos no papel passivo da situação, mesmo que inconscientemente.
Como você (que lê esse emaranhado de palavras) se sente à respeito dessa reflexão?

Podemos, como meros mortais, aprender a arte da "domesticação do tempo", ou continuaremos vivendo como se isso não nos importasse? Agindo como se a vida dependesse apenas da vontade divina, ou apenas do nosso lindo Carpe Diem...?

Bom, é isso...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Inspirada? Eu? Magina...

Estava eu no facebook, e me dá vontade de escrever.
Postei uma reflexão que, sei lá, pode ser útil ou não. Mas foi algo sincero...


"Amar...
O que é o amor? 
Quais são as formas certas de amar? 
Por que esse "conjunto de reações distintas" podem ser tão polêmicos? Como eu posso amar alguém, numa maneira que não desobedeça a "moral e os bons costumes"? Será que a humanidade (e as pessoas em si) sabem amar? Julgar é fácil. Dar palpite, mais ainda. O duro é aceitar que o mundo gira, e você NADA pode fazer para que o contrário aconteça.

Você, por mais que possa doer, não é nada. Você nasce, cresce, morre e é esquecido.

É a grande jogada da vida."



Enfim... 

Até.

Ira

Tudo o que eu quero mesmo fazer agora é juntar forças para pisar em qualquer um que venha se aproximar de mim...

Por mais que eu ainda mostre certa inocência, não sou mais aquela Rafaela que deixou a asa dos pais e foi pro mundo.

Não é o que pediram? Então terão.

A Dama de Ferro que estava crescendo em mim vai aparecer, e mostrar que não se brinca comigo.

Tudo que vai volta. Ao interlocutor, deixo as interpretações e alguns dos xingamentos do post anterior. Mesmo que sem querer, eles me foram MUITO úteis!

Sem mais.

Xingamentos


Adameco, salafrário, palerma, parvalhão, pateta, lambisgóia, delambida, morcão, malacueco, safardana, maluco, tarado, cunanas, escanifobética, camelo, chalado, idiota, flausina, camafeu, cona de sabão, vaca gorda, cara de cu à paisana, coirão, choninhas, parvo, sevandija, porcalhão, mariquinhas pede-salsa, estafermo, ladrão, trombalazanas, sacripanta, otário, piroso, bandido, pirata, trapaceiro, piolhoso, embusteiro, farsante, gatuno, aldrabão, meliante, vigarista, carroceiro, lavajão, vígaro, bruto, besta quadrada, barrigudo, brutamontes, estúpido, abécula, cabeçudo, cavalgadura, imbecil, zero à esquerda, mentiroso, nódoa, nulidade, velhaco, esqueleto vaidoso, zarolho, pirata, canalha, bandido, sacrista, sacana, malandro, vendido, velhaco, unhas de fome, cretino, calhandreira, sovina, somítico, marreco, quadrilheira, lambéconas, engraxador, lambe-botas, maneta, caga-tacos, peida-gadoxa, gordalhufo, cegueta, safado, sabujo, pantomineiro, ranhoso, borra-botas, bufo, queixinhas, trabeculoso, pote de banhas, caixa de óculos, cornudo, quatro olhos, pernas de alicate, trombudo, olhos de carneiro mal morto, agarrado, boca de charroco, orelhas de abano, esgalgado, moco, pelintra, mariconço, trauliteiro, patego, saloio, boi, coxo, candongueiro, analfabruto, basbaque, careca, desenxabida, chupado das carochas, empecilho, atraso de vida, tísico, copinho de leite, menino da mamã, bexigoso, soba, cacique, vagabundo, tinhoso, lingrinhas, panasca, bichona, sebento, reles, rasca, apanhado do clima, bebedolas, calão, cabra, batoque, zé ninguém, cabra, cabrão.


.... BOBO!


Enfim... São alguns... Passei pra deixar esse blog sujo.

(hehehe, até parece.)


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma música me fez pensar mais uma vez em você.

Cara, como você AINDA consegue me deixar mole? Eu, por mais que tente agir de forma natural, seguindo com a minha vida monótona e sem rumo, não consigo deixar de largar certos costumes!

Te amo, porém não devo. Já que não temos mais as chances de cruzarmos nossas caminhadas.

Sim, estou pessimista e acho isso reconfortante, pelo menos isso me faz dormir em paz. Mesmo que os dias passem, a saudade fica. Devo sentir tudo o que sinto e deixar passar, mas como eu posso deixar VOCÊ passar?

Me odeio e sinto pena de mim por estar assim. Deveria estar acostumada a sofrer por sua causa. Mas isso é uma Odisséia pela qual ainda estou passando. Assim como Odisseu, ainda não consegui terminar minha jornada, rumo à minha paz.

.....

Extinção...

.....

Pronto. Falei.