terça-feira, 13 de julho de 2010

O Fim dos Meus Dias Felizes - Parte IV - O Recomeço

Enfim. O despertar de um tormento.

Ontem, conversamos muito e vi realmente que o fim era inevitável. por mais tempo que nosso amor durasse.

Enquanto eu tentava dormir, devaneios me faziam sorrir... Momentos de alegria, momentos de tensão, nossas primeiras juras de amor, nosso primeiro beijo, minhas primeiras lágrimas...

Nossos planos eram maravilhosamente perfeitos. Nossos corpos eram compatíveis, nossa aparência era divina.

Já nos colocaram como um casal digno de Hollywood. Já nos pararam na rua para admirar nossa sintonia. Já nos invejaram. Mas agora isso é passado.

Fiquei pensando se valeria a pena lutar numa batalha perdida. Ficar observando você crescer enquanto te amava em silêncio e ficar feliz com cada vitória sua, assim como eu ficaria feliz com as minhas próprias. E ver você novamente vai confirmar o que  meu coração não quer ver: Que você já me esqueceu. Que não me quer mais. Que eu morri pra você. Que você tem pena de mim.

Durante nosso papo de ontem, você deu um passo e voltou atrás como se estivesse querendo provar para si próprio que era isso que você queria. Eu vou ter esperar ainda. Vou guardar meu corpo e alma pra você por um bom tempo, mas e você? Será que são sente falta de mim? Não sente falta das minhas risadas sem sentido, do meu entusiasmo, do meu cheiro, da minha voz dizendo que te ama? Será que você não teme voltar atrás e ver que estava errado?

Sei que posso estar te ofendendo e te afastando ainda mais de mim, mas essas são perguntas que eu insisto em fazer para mim mesma... E insisto em ter resposta. Acho que já as tive, mas quero ouvir da sua boca, e não lê-las no MSN...

Espero que você guarde nossos momentos e boas lembranças num lugar especial. Não se desfaça delas, como se quisesse que eu desaparecesse. Aprendemos muito um com o outro e isso é irrevogável.

Eu te amo, isso eu já sabia. Você não me ama mais, agora eu sei...

domingo, 11 de julho de 2010

O Fim dos Meus Dias Felizes - Parte III



Mais um dia. Acordo após mais um pesadelo.

Corro em um labirinto, seguindo o som da sua voz, que grita desesperadamente o meu nome. Seu tom de voz me comove e me faz correr mais rápido, implorando para que o encontro seja o mais rápido possível.

Chego ao meio do labirinto e você está ali. Lindo, descalço como um anjo caído que veio direto para mim. Seus cabelos estão soltos. Seus olhos inchados e tristes. Sua mão direita guarda uma pequena caixa dourada. Você me olha com a expressão mais desesperada que eu pude imaginar.

Minhas lágrimas caem. Meu coração grita o seu nome, pedindo por socorro. Eu olho você e corro em sua direção com os braços abertos.

Acordo.

Meu peito dói e meus olhos estão úmidos. Minha agonia recomeça. Volto a dormir, com uma pontada a mais de tristeza.

Começo a ter meus devaneios, mas todos terminam em você.

Resolvo acordar com o peito agoniado.

Recomeça mais um dia.

sábado, 10 de julho de 2010

O Fim dos Meus Dias Felizes - Parte II

Estou com pessoas que me ajudam a esquecer a dor do abandono. Porém, ela insiste em me atormentar.

Acordo várias vezes durante a noite e choro porque em meus sonhos, você ainda está aqui. Minha aliança ainda habita seu dedo e meu nome está cravado no seu coração. Sua voz ecoa nos meus ouvidos e você chama o meu nome. Mas acordo e sei que você nem quer saber de mim...

Olho meu celular e vejo seu número no visor, e meu coração se exalta.

Corro para responder a ligação e olho a mensagem que você deixou e meus olhos se enchem d’ água. Sua voz me deixa mole, mas não posso demonstrar fraqueza. Sua preocupação me deixa comovida e eu fico ainda mais emocionada ao falar com você.

Ainda não abandonei certos costumes. O que me deixa encabulada, mas mesmo assim eu falo com você à moda antiga.

A melhor coisa é saber que ainda faço você sentir saudades. E ouvir isso me deixa feliz, ao mesmo tempo triste, pois o meu maior desejo é estar ao seu lado, mesmo que você não queira  minha presença...

Ainda me pergunto se tudo isso não é uma brincadeira de mau-gosto. Mas basta olhar minha mão direita e sentir a ausência do símbolo do nosso carinho e respeito. Me sinto altamente desconfortável, mas tento me conformar.

C’est la vie, não?

O Fim dos Meus Dias Felizes - Parte I



Ele se foi.

A coisa que mais te dava forças e fazia você engolir o choro e seguir em frente, deixou de estar ao seu lado. No meio do meu sonho, uma coisa se quebra. O diamante mais precioso da minha coleção se quebra em milhões de pedaços e nunca mais será do mesmo jeito.

Ele perdeu a fé na sua vontade de amar por um motivo supérfluo e egoísta.

Uma palavra, milhões de lágrimas derramadas por uma derrota inevitável. Meu corpo se descontrola e sinto a vontade de deixar de existir, já que o seu sol não brilha mais por mim. Meu maior desejo é que isso seja um dos seus pesadelos, mas eu descubro que a minha vida tornou-se um pesadelo.

Uma tarde na praça. Juras de amor vazias. Carícias falsas. Desejos machucados.

Meu coração tornou-se um grande buraco negro. Eu não tenho mais vontade de sorrir.

Minha maior vontade seria ter um controle remoto e poder “voltar” e viver de outro jeito. Quem sabe hoje eu não teria o meu sol ao meu lado, e minhas lágrimas não teriam sido jogadas ao vento e esperanças não teriam sido descartadas.

Eu ainda grito seu nome enquanto durmo, sonho com o dia que você voltará para mim com aquele sorriso e colocará nossa aliança em nossos dedos, e selará nossa reconciliação com um beijo. Mas acho que isso não passa de um sonho. A punhalada que me destes foi profunda demais. Sei que não haverá volta, Mas eu peço aos deuses ou qualquer força sobrenatural que ela traga sua vida de volta pra minha.

Mil lembranças me assombram, me dizendo para ser forte e seguir em frente. Mas eu não tenho forças para colocar minha vida nos eixos sem ele. Ele era o meu Alfa e meu Ômega. Meu norte. Meu amigo e confidente. Meu amor eterno. O único que me fará feliz plenamente. Eu não quero outra pessoa comigo.

Como alguém pode se sentir feliz ao machucar outra pessoa do jeito que fui machucada. Sei que sempre fui uma coisa descartável, mas eu nunca desejei ser descartada. Minha auto-estima se destruiu. Meu amor próprio está ferido. Meus olhos estão inchados e eu não sei como preencher esse novo vazio no meu peito.

Enfim.

Eu morri um pouco, ele ainda está vivo e intacto. Eu choro, ele sente um peso tirado da consciência. Eu grito e chamo seu nome, ele não se importa. Eu o amo, ele sente pena. Eu sinto dor, ele sente alívio. Eu definho aos poucos, ele se fortalece. Eu caio, ele continua sua caminhada passando por cima de mim.
Será que meu ciclo de felicidade chegou ao fim?

Vou ter que viver pra saber.