sexta-feira, 24 de agosto de 2012

I'm Back!

Hey!

Cá estou mais uma vez, depois de um hiato de meses, voltando a escrever nesse mausoléu de lamentações e mimimis. Ser adulta não é fácio, sabia?

Mais uma vez, um semestre se passou... Novas amizades surgiram, novas prioridades, novas metas... É sempre bom sentir o gosto do desconhecido.

Assumo que muita coisa aconteceu desde meus últimos posts, mas ainda é cedo pra falar deles com maiores detalhes. Ai ai ai ai...

É tanta coisa, mas não tem como escrever sem parecer uma bobona.

Pra colocar alegria e fofura ao meu post, lá vai uma das coisas mais lindas do mundo!!!




*u*

Baci!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Drummond. Oh, Drummond...







Sim, estou exaltando uma renovação na minha fé em conseguir mergulhar na poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Ele, o gauche e sua vida besta me enfeitiçaram (de novo...)

Por isso, venho aqui postar um dos seus inúmeros poemas. Esse é o primeiro poema do livro Alguma Poesia, que foi publicado em 1930.





POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é serio, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.



Então... É isso!

Até mais. :)


Narcisismo



Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.
A palavra é derivada da Mitologia GregaNarciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.
Freud acreditava que algum nível de narcisismo constitui uma parte de todos desde o nascimento [1].
Andrew Morrison afirma que, em adultos, um nível razoável de narcisismo saudável permite que um indivíduo equilibre a percepção de suas necessidades em relação às de outem [2].
Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, é reconhecido como um estado patológico e recebe o nome de Transtorno de personalidade narcisista. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso.
Em psicanálise o narcisismo representa um modo particular de relação com a sexualidade, sendo um conceito crucial para a formação da teoria psicanalítica tal qual conhecemos hoje. Em 1914 Freud lançou o livro Sobre a Introdução do Conceito de Narcisismo, neste livro Freud subdivide o narcisismo em duas fases:
  • Narcisismo primário- é a fase auto-erótica, o primeiro modo de satisfação da libido, onde as pulsões buscam satisfação no próprio corpo. Nesse período ainda não existe uma unidade do ego, nem uma diferenciação real do mundo.
  • Narcisismo secundário - ocorre em dois momentos: o investimento objetal e o retorno desse investimento para o ego. Quando o bebê já consegue diferenciar seu próprio corpo do mundo externo ele identifica quais as suas necessidades e quem pode satisfazê-las, então concentra em um objeto suas pulsões parciais, geralmente na mãe.
O narcisismo não é apenas uma condição patológica, mas também um protetor do psiquísmo. Um narcisismo “que promove a constituição de uma imagem de si unificada, perfeita, cumprida e inteira”. (Houser, 2006, pág. 33). Ultrapassa o auto-erotismo para fornecer a integração de uma figura positiva e diferenciada do outro[3]
Exprimir uma certa forma de narcisismo não tem nada de grave num adolescente. Trata-se na maior parte das vezes de uma etapa no desenvolvimento da personalidade antes de enfrentar as responsabilidades da vida adulta. No entanto, se o comportamento narcisístico não desaparece, e pelo contrário se exaspera, é melhor recorrer a um psicólogo.
Os termos "narcisismo" e "narcisista" são freqüentemente utilizados como pejorativos, denotando vaidade ou egoísmo. Quando aplicado a um grupo social, o conceito tem relação com o conceito de elitismo.

Fonte: Wikipédia

Abaixo, fotos da moça aqui...

                                                                          








É isso...

Baci.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passadinha :)


Oie...
Sei que estou passando aqui depois de um hiato de alguns não sei quantos meses... :)

Bom, vamos falar de coisa boa, né?

Então... 
Essa lindinha aí sou eu! Deveria ter postado alguma foto antes do meu cabelo ter voltado a crescer. 

SIIIIM! Cortei cabelo, mudei minha armação (e o grau da lente), arrumei uma paixão louca por literatura e vanguardas... Fora o meu italiano que foi avaliado recentemente.

Ai ai... Escrever isso me deixa aliviadinha, porque "Il mio italiano non è male, ma può migliorare notevolmente."

Sentir falta daquilo que o mais amava, ou amo, faz parte da vida. Minhas cicatrizes estão abertas, mas venho tratando delas com o auxílio dos meus amigos... Aqueles que "ele" disse que seriam o meu ponto de apoio e refúgio.

Mas assim mesmo, na solidão do meu quarto, acompanhada do meu único companheiro (o travesseiro), eu ainda sinto o peso da solidão. Já se passaram quatro meses (sim, eu contei os dias, e percebi isso ONTEM), e eu ainda vejo que meu corpo e minha alma ainda sentem, mesmo que por poucos segundos, a falta daquele magricelo que fez meus dias mais agradáveis, meu sol mais brilhante, entre outras metáforas bonitinhas e gays...

AHH!

Agora que eu desabafei um pouco, vou me despedir no mais belo idioma do mundo! Il Mio Italiano

Arrivederci a tutti! 

Baci

sexta-feira, 6 de abril de 2012

So close, and still so far



Bom,

Enquanto assistia Enchanted (Disney, 2007), eu ouvi uma música que me deixou extremamente pensativa.
Ao ouvir So Close (http://youtu.be/ovFI_UWxvXg) eu me senti tão ligada àquela letra e àquela melodia... Foi como se ela abrisse meus olhos para algo que eu tenho demorado a enxergar, ou evidenciar!


Como eu faço quando começo a chorar ouvindo essa música? Paro de pensar no quão bom pode ser um futuro que tenho idealizado?

Sei que minhas palavras, mesmo por aqui ainda lhe apresentam alguma força. Meu jogo de palavras faz com que eu lhe arranque sorrisos e outras expressões que me fazem sentir um êxtase absoluto. É como se eu não pudesse mais viver sem isso. Como se, de alguma forma, eu não conseguisse mais respirar sem lembrar desse sorriso torto que fez meu coração se derreter, minhas pernas ficarem bambas, meu coração acelerado e minha barriga cheia de borboletas!

Ah, chega de meninices por meio de palavras extremamente verdadeiras e açucaradas.

"How could I face the faceless days
If I should lose you now?
We're so close
To reaching that famous happy end
Almost believing this was not pretend
Let's go on dreaming for we know we are
So close
So close
And still so far"

(Jon McLaughlin - So Close)

domingo, 11 de março de 2012

Ah, a ideia de voltar a escrever... A vontade de registrar coisas que não podem ser espalhadas ao vento... A louca vontade de cometer minhas loucuras e saborear novamente o sabor do desconhecido... A necessidade de sentir aquilo que me deixava mergulhada no mais puro êxtase, que me fazia ficar ofegante, com a boca seca e o coração pulsante..

Saudades daquele tempo que eu era a melhor coisa que poderia ter acontecido na sua vida, daquele tempo que eu passava meus dias pensando nas nossas conversas, no seu rosto, na sua voz, nos seus olhares que deixam qualquer pessoa encantada.

Como lamento... Ah, como lamento!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma manhã nublada. Acaba de cair a chuva, enquanto estamos deitados...

Seu abraço ainda me aquece, me fazendo sentir completa. O som da sua respiração me faz sentir arrepios prazerosos.

"Bom dia, lindona", ouço você dizer com aquela voz mole... Ah, que abracinho gostoso...

Me viro e olho nos seus olhos, "bom dia, gatão". Se eu pudesse congelar aquela imagem... Aqueles olhos brilhantes, aquela voz, aquele jeito que os seus cabelos ficavam quando você dormia com eles soltos, aquela ocasião perfeita, o brilho da sua pele, seu cheiro, seu gosto...

Enfim, acordo e tenho que passar o dia pensando no que passou. E me odiando por ter adorado te ter em meus braços, mesmo que num sonho.

"Sem mais".

Divagação

Enquanto eu olhava a minha conta aqui no Google, percebi que ainda estava com essa foto em que eu tenho um nariz de palhaço, e algumas outras firulas.

O mais cômico é que, normalmente, eu tenho um pavor ABSURDO de palhaços! Imaginem o meu total pânico quando encontro um palhaço na minha frente... É horrível.

Mas o que me deixou pensando sobre foi justamente o fato de eu mesma ter colocado um nariz de palhaço em uma foto minha, sendo que esse pavor me atormenta desde sempre. Não me sinto mal quando olho pra foto, mas ao olhar um palhaço maquiado, caracterizado e atuando, eu me sinto completamente apavorada!

Estou aqui refletindo sobre a questão do medo, e como ele se manifesta nas pessoas. É algo tão complexo e ao mesmo tempo, dependendo da ocasião, simples de ser observado.
Pode ser originado por vários motivos. No meu caso, foi uma experiência traumatizante que me fez ter tal fobia. Mas isso não vem ao caso.

Como algo tão simples pode ter consequências tão grandes? O medo é algo que sempre me fez pensar.

Medo da morte, da vida, dos outros, de si mesmo, de altura, do oceano, da chuva, de aves, do fogo... São tantos os medos... E suas causas nem sempre são descobertas...


Mas chega de falar...

Beijotchau.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012












 Mais uma vez, estou aqui postando um poema que me faz refletir em algumas coisas... 
 Mais um vez, lhes apresento um poema do Alberto Caeiro.

Bom, como eu não tenho muito otimismo presente em minha alma mutilada, não esperem algum texto cool e "pra cima" tão cedo, a não ser que um milagre aconteça!





   O Mistério das Cousas
 
 
   O mistério das cousas, onde está ele? 
   Onde está ele que não aparece 
   Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? 
   Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? 
   E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? 
   Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, 
   Rio como um regato que soa fresco numa pedra.
   Porque o único sentido oculto das cousas  
   É elas não terem sentido oculto nenhum,  
   É mais estranho do que todas as estranhezas  
   E do que os sonhos de todos os poetas 
   E os pensamentos de todos os filósofos, 
   Que as cousas sejam realmente o que parecem ser  
   E não haja nada que compreender.

   Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: — 
   As cousas não têm significação: têm existência. 
   As cousas são o único sentido oculto das cousas.





Bom, é isso. 
Tempo, tempo, doce tempo...

Cada um lida com ele de acordo com sua vontade, mas é ele quem dita o modo que você deve seguir em frente, ou não.
Ele lhe apresenta pessoas, lhe mostra fases, momentos.. Mas também tem o poder de tirar tudo de você.
Mais uma vez nos colocamos no papel passivo da situação, mesmo que inconscientemente.
Como você (que lê esse emaranhado de palavras) se sente à respeito dessa reflexão?

Podemos, como meros mortais, aprender a arte da "domesticação do tempo", ou continuaremos vivendo como se isso não nos importasse? Agindo como se a vida dependesse apenas da vontade divina, ou apenas do nosso lindo Carpe Diem...?

Bom, é isso...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Inspirada? Eu? Magina...

Estava eu no facebook, e me dá vontade de escrever.
Postei uma reflexão que, sei lá, pode ser útil ou não. Mas foi algo sincero...


"Amar...
O que é o amor? 
Quais são as formas certas de amar? 
Por que esse "conjunto de reações distintas" podem ser tão polêmicos? Como eu posso amar alguém, numa maneira que não desobedeça a "moral e os bons costumes"? Será que a humanidade (e as pessoas em si) sabem amar? Julgar é fácil. Dar palpite, mais ainda. O duro é aceitar que o mundo gira, e você NADA pode fazer para que o contrário aconteça.

Você, por mais que possa doer, não é nada. Você nasce, cresce, morre e é esquecido.

É a grande jogada da vida."



Enfim... 

Até.

Ira

Tudo o que eu quero mesmo fazer agora é juntar forças para pisar em qualquer um que venha se aproximar de mim...

Por mais que eu ainda mostre certa inocência, não sou mais aquela Rafaela que deixou a asa dos pais e foi pro mundo.

Não é o que pediram? Então terão.

A Dama de Ferro que estava crescendo em mim vai aparecer, e mostrar que não se brinca comigo.

Tudo que vai volta. Ao interlocutor, deixo as interpretações e alguns dos xingamentos do post anterior. Mesmo que sem querer, eles me foram MUITO úteis!

Sem mais.

Xingamentos


Adameco, salafrário, palerma, parvalhão, pateta, lambisgóia, delambida, morcão, malacueco, safardana, maluco, tarado, cunanas, escanifobética, camelo, chalado, idiota, flausina, camafeu, cona de sabão, vaca gorda, cara de cu à paisana, coirão, choninhas, parvo, sevandija, porcalhão, mariquinhas pede-salsa, estafermo, ladrão, trombalazanas, sacripanta, otário, piroso, bandido, pirata, trapaceiro, piolhoso, embusteiro, farsante, gatuno, aldrabão, meliante, vigarista, carroceiro, lavajão, vígaro, bruto, besta quadrada, barrigudo, brutamontes, estúpido, abécula, cabeçudo, cavalgadura, imbecil, zero à esquerda, mentiroso, nódoa, nulidade, velhaco, esqueleto vaidoso, zarolho, pirata, canalha, bandido, sacrista, sacana, malandro, vendido, velhaco, unhas de fome, cretino, calhandreira, sovina, somítico, marreco, quadrilheira, lambéconas, engraxador, lambe-botas, maneta, caga-tacos, peida-gadoxa, gordalhufo, cegueta, safado, sabujo, pantomineiro, ranhoso, borra-botas, bufo, queixinhas, trabeculoso, pote de banhas, caixa de óculos, cornudo, quatro olhos, pernas de alicate, trombudo, olhos de carneiro mal morto, agarrado, boca de charroco, orelhas de abano, esgalgado, moco, pelintra, mariconço, trauliteiro, patego, saloio, boi, coxo, candongueiro, analfabruto, basbaque, careca, desenxabida, chupado das carochas, empecilho, atraso de vida, tísico, copinho de leite, menino da mamã, bexigoso, soba, cacique, vagabundo, tinhoso, lingrinhas, panasca, bichona, sebento, reles, rasca, apanhado do clima, bebedolas, calão, cabra, batoque, zé ninguém, cabra, cabrão.


.... BOBO!


Enfim... São alguns... Passei pra deixar esse blog sujo.

(hehehe, até parece.)


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Uma música me fez pensar mais uma vez em você.

Cara, como você AINDA consegue me deixar mole? Eu, por mais que tente agir de forma natural, seguindo com a minha vida monótona e sem rumo, não consigo deixar de largar certos costumes!

Te amo, porém não devo. Já que não temos mais as chances de cruzarmos nossas caminhadas.

Sim, estou pessimista e acho isso reconfortante, pelo menos isso me faz dormir em paz. Mesmo que os dias passem, a saudade fica. Devo sentir tudo o que sinto e deixar passar, mas como eu posso deixar VOCÊ passar?

Me odeio e sinto pena de mim por estar assim. Deveria estar acostumada a sofrer por sua causa. Mas isso é uma Odisséia pela qual ainda estou passando. Assim como Odisseu, ainda não consegui terminar minha jornada, rumo à minha paz.

.....

Extinção...

.....

Pronto. Falei.

Apenas um grito

Como eu tenho facilidade para me irritar com as pessoas.

Esse ano eu tinha pessoas boas ao meu redor, mas a Týkhe os tirou de mim. Bom, não só a Týkhe, mas fazer o quê, né?

Ah, tô com um desânimo de escrever algo aqui. Sei que escrevo para mim. Somente eu tenho a "vontade" de reler as coisas que escrevo aqui. Sinto como se a grande maioria das minhas ações devessem ser ignoradas pela humanidade.

Ninguém precisa de mim, afinal...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Just a day

Acordo. Meu corpo implora por mais dez minutos de soneca. Passo uns dez minutos discutindo com a preguiça e, por fim, levanto. Banho, roupas, rua. O trânsito dessa caótica cidade me prende por, aproximadamente, uma hora e meia. Chego finalmente ao meu trabalho...

Sim, mais um dia presa nesse quarto branco onde vendo minha força de trabalho durante quase três anos da minha vida. Mais um dia cheio de chamadas "urgentes" e cheias de cordialidades de um patrão, conversas que mais parecem uma sessão de análise, onde eu sou a analista.

Almoço. Hoje e dia de feira e eu resolvo comer um belo pastel com Coca Cola. Minha mente vagueia por lembranças dele. Aqueles olhos castanhos, cabelos longos com fios avermelhados entre um mar de chocolate, aquele cheiro, aquela voz... O sol me faz sentir um desconforto estranho, mas sigo em frente, rumo ao fim do expediente. A rotina volta e repete-se várias vezes no mesmo dia...

Rua. Fim o expediente. Sinto uma vontade de comprar uma mochila nova. Compro. Chego ao ponto de ônibus e embarco na van que me levará à minha residência. Pego no sono e tenho devaneios sobre nós. Acordo no meio do trajeto com o coração apertado, mas volto ao cochilo - agora sem sonhos.

Casa. Sou abordada para ajudar na montagem de um condicionador de ar. Meu pai deixa uma peça cair sobre meu dedo e este começa a sangrar muito. Faço um curativo e termino minha missão. Jantar, quarto, cama... Aqui estou escrevendo, para qualquer um ler, ou para o vazio.

Espero ter mais uma noite sem sonhos. Pelo menos acordo sem sentimentos. Amanhecerei amanhã mais vazia que hoje. Assim a vida se segue.


É isso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

I Remember You

Oie...

Esses dias, passeando pela estrada de tijolos amarelos do Youtube, fui vendo uns clipes que não via há tempo. Entre eles, um clipe do Skid Row - I Remember You, claro...

Cara... Como é chato ter tantas lembranças me rodeando!




Bom, é isso...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Corpo fraco. Mente ativa. Força inexistente...

É... Essa sou eu.


Como lidar com a vida, sendo ela apenas um rito de passagem?

Muitos levantam questões sobre a vida e a morte, mas poucos pensam nela de forma natural.

Assim como nascemos, temos que morrer um dia...

Tudo que se inicia um dia, pode terminar no momento seguinte. Ou não.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Me recuso a escrever um título aqui...

É... Voltei. E resolvi postar um poema que tem refletido um pouco do que eu sou hoje. É um dos vários poemas do Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa...
Sei que não tenho sido a pessoa que costuma escrever aqui. Aquela que demonstrava em palavras o que sente, ou que surgia simplesmente para dizer o quanto a vida lhe é generosa... Afinal, a vida não tem sido NADA generosa comigo.
Enfim... Vamos ao que interessa...


"Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é."

(Alberto Caeiro)




Vou-me... 

Devaneios enlouquecidos (eu acho)

Tudo na vida vem e se vai lhe deixando cicatrizes. Estas podem ser superficiais, ou deixar feridas eternas...

A vida é sempre uma caixa de surpresas, não?
Pensamos que sempre podemos tomar as rédeas e decidir que as coisas que nos acontecem devem acontecer no nosso tempo, para saciar nossas vontades imediatas e egoístas. Mas quando vemos que nossas vidas não dependem apenas do nosso "querer fazer" e, assim como muitas coisas, exigem um determinado tempo para que se concretize, vemos o quão complexo é o "estar vivo".

Num mundo onde uma palavra pode ser uma arma fatal e um simples olhar pode ser uma sentença, temos que tomar muito cuidado com a forma que vemos as pessoas e, principalmente, como nos vemos.

Como é complexo o processo de amadurecimento do ser humano. Temos que agir de formas padronizadas, assumir certos compromissos e, entre muitas coisas, temos que abrir mão de uma grande parte da nossa inocência. Afinal, o mundo adulto é um campo de guerra, não?

(Ai ai... Escrever é algo que tem me sido muito difícil. mas mesmo assim eu entrei aqui hoje e quis me deixar levar pelas musas, que deixam minha imaginação fluir e comandam meu corpo... Sei que aqui eu apresento um raciocínio desconexo, cheio de "questiones" que não serão solucionadas apenas ao ler esse texto, ou numa possível reflexão pós-leitura... Enfim..)


Sem mais delongas, não?

Beijos