Esperando que ele agarre os meus cabelos
E me puxe para o meio de suas pernas
Como se ele quisesse me parir pra dentro
Como quem vai rezar
Ou pagar uma penitência
Como quem aguarda do santo um milagre
Ou do padre uma benção
Totalmente dominada
Na boca uma mordaça
Na alma uma puta de praça
Ela pega a bolsa, ajeita a blusa e vai
Vai correndo pela rua feito um trem
Sem olhar para nada nem ninguém
Sem freio vai enfrentando o atrito do ar
Vai sem conseguir nem ao menos respirar
Ela só pensa em alcançar aqueles braços
Percorrer com a língua todos os seus traços
Vai correndo porque quer penetrar em outra pele
Falecer num gozo que a revele
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Ele gosta de mulheres com falo
no meio das falas
com palavras que pingam
e frases que entram rasgando
Ele gosta de mulheres que fodem
com as regras de gramática
que comem letras
quando estão gozando
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Silicone, espartilho
algemas e salto fino
tudo farsa
depois da festa
ela tira
o disfarce
desfaz a pose
e de posse
de seu pênis
de pilha
vai comer
a sua ervilha
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Na vulva vibra a larva
que logo será borboleta
sairá do casulo
vai virar uma boceta
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Desenhe círculos
sobre meu clitóris
infinitos pontos finais
um para cada um
dos meus ais







